Não é verdade que a PF (Polícia Federal) encontrou R$ 4 milhões desviados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em contas bancárias associadas ao presidente Lula (PT). Não há registros de que a corporação tenha realizado uma operação investigando o petista nem informações na imprensa ou em canais oficiais sobre a suposta descoberta.
Publicações com o conteúdo falso acumulavam centenas de visualizações no TikTok até a tarde desta sexta-feira (19).
POLÍCIA FEDERAL ACHA R$ 4 MILHÕES DO INSS EM CONTAS BANCÁRIAS ASSOCIADAS A LULA

Publicações nas redes enganam ao afirmar que a Polícia Federal teria identificado R$ 4 milhões desviados do INSS em contas bancárias associadas a Lula. Não há registros de investigação, operação ou apreensão desse tipo envolvendo o presidente, nem qualquer evidência de que a PF tenha localizado valores com essa origem em contas ligadas a ele.
Todas as operações da PF são divulgadas no site oficial da corporação. Em busca na página, Aos Fatos não encontrou nenhum comunicado que correspondesse às alegações disseminadas pelas publicações enganosas. Também não há menção ao suposto caso na imprensa ou nos demais canais oficiais.
A informação falsa, que circula nas redes ao menos desde o fim de novembro, viralizou após a PF deflagrar uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva.
No despacho que fundamentou a ação, assinado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, não há qualquer menção a Lula nem a valores supostamente encontrados em contas associadas a ele.
Esta peça de desinformação também foi checada por Uol Verifica e Reuters.
O caminho da apuração
Aos Fatos verificou os canais oficiais da Polícia Federal, onde são divulgadas todas as operações realizadas pela corporação, e não encontrou qualquer registro que correspondesse à alegação difundida nas redes.
A reportagem também checou se havia menções ao suposto caso em veículos de imprensa, comunicados oficiais do governo ou no despacho judicial que embasou a nova fase da Operação Sem Desconto.




