Não é verdade que a PF (Polícia Federal) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pendrive apreendido na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira contendo informações sobre joias sauditas. As peças enganosas compartilham uma reportagem da CNN Brasil sobre o envio de um pendrive da própria PF ao STF em janeiro com informações sobre a venda de joias da Arábia Saudita.
As peças de desinformação acumulavam 2.100 curtidas no Instagram e centenas de compartilhamentos no Facebook até a tarde desta terça-feira (22).
Bomba!!! Polícia Federal enviou pendrive [com informações sobre joias sauditas] encontrado na casa de Bolsonaro para o ministro Alexandre de Moraes.

Posts enganam ao fazer crer que a PF enviou ao STF um pendrive apreendido na última sexta-feira (18) na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro contendo imagens e documentos sobre a venda ilegal, no exterior, de joias recebidas da Arábia Saudita durante o seu mandato. Isso não é verdade.
O equipamento apreendido pela polícia não continha informações pertinentes às investigações em andamento contra o ex-presidente.
Por meio de busca reversa, Aos Fatos verificou que as peças enganosas compartilham uma reportagem da CNN Brasil exibida em janeiro, antes, portanto, da apreensão da PF. Na época, um pendrive do órgão com documentos e depoimentos colhidos nos EUA sobre o caso das joias sauditas foi encaminhado ao STF.
Em abril do ano passado, a PF foi aos EUA e trabalhou em conjunto com o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, no caso. Três meses depois, em julho, o órgão indiciou Bolsonaro e outras 11 pessoas por associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos, mas a PGR ainda não decidiu se irá oferecer denúncia.
O caminho da apuração
Por meio de busca reversa, Aos Fatos localizou a reportagem original e contextualizou a checagem com as informações divulgadas pela PF tanto na época quanto recentemente.




