Não é verdade que a Polícia Federal descobriu que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes recebeu uma propina mensal de R$ 30 milhões para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação não foi divulgada pela PF, nem pela imprensa e também foi desmentida pelo Supremo.
As peças enganosas somavam 454 mil curtidas no Instagram e 324 mil visualizações no X até a tarde desta terça (10).
Polícia Federal descobre que Alexandre de Moraes prendeu Bolsonaro por dinheiro. Nova fase da investigação aponta que Moraes recebeu ao menos R$30 milhões mensais para condenar e prender Jair Bolsonaro.

Posts nas redes enganam ao afirmar que a PF teria descoberto um esquema de propina envolvendo Alexandre de Moraes. Segundo as peças de desinformação, o ministro teria recebido R$ 30 milhões mensais para prender Bolsonaro.
Questionada sobre a veracidade da alegação, a Polícia Federal afirmou ao Aos Fatos que todas as suas ações e operações são divulgadas em canais oficiais. Em busca no site da corporação, não foram encontradas informações similares às disseminadas pelas peças de desinformação.
Em nota, o STF afirmou à reportagem que as alegações são falsas.
Por meio de busca na imprensa, Aos Fatos também não encontrou nenhuma informação de que Moraes tenha recebido propina para decretar a prisão domiciliar de Bolsonaro, nem para votar pela condenação do ex-presidente.
Apesar de não fazerem referência direta à Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes em instituições financeiras, as peças de desinformação circulam em meio a uma série de boatos ligados à prisão do ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Moraes não é investigado pela PF no caso nem foi citado na decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou a prisão preventiva do banqueiro e de outros investigados na semana passada.
O caminho da apuração
Aos Fatos realizou buscas no site da Polícia Federal e na imprensa para verificar se havia qualquer registro de investigação, operação ou documento que citasse um eventual pagamento de propina ao ministro Alexandre de Moraes, mas não encontrou evidências que sustentassem a alegação.
Também consultamos a PF e o STF, que negaram as alegações.





