Não é de Aldo Rebelo áudio que responsabiliza governos do PT por alta nos combustíveis

Por Priscila Pacheco

6 de junho de 2022, 15h42

Um áudio atribuído ao ex-ministro e ex-deputado Aldo Rebelo (PDT) com críticas à corrupção na Petrobras durante governos do PT e à política de preços implementada no governo Michel Temer (MDB) não foi gravado por ele, ao contrário do que dizem postagens nas redes sociais (veja aqui). Rebelo negou a autoria do áudio, disse que o narrador faz uma imitação “grosseira” da sua voz e afirmou que não endossa o conteúdo da fala.

A postagem enganosa conta com 9.952 compartilhamentos no Facebook nesta segunda-feira (6) e tem sido disseminada também no WhatsApp (fale com a Fátima).


Selo falso

Postagem engana ao atribuir áudio a Aldo Rebelo

É falso que o ex-ministro Aldo Rebelo (PDT) tenha gravado um áudio em que afirma que os preços altos dos combustíveis são consequência da corrupção dos governos petistas na Petrobras e dos acordos firmados pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) com a Justiça. Em vídeo enviado para o Aos Fatos, Rebelo desmentiu que tenha gravado as falas e disse que se trata de uma imitação “grosseira” da sua voz e de seu sotaque.

No Twitter, ele disse que no áudio há expressões que ele não usa e conteúdo que ele não defende. O narrador afirma, por exemplo, que é a favor de “fatiar” a Petrobras para que haja concorrência no setor. A autoria verdadeira do áudio não foi identificada por Aos Fatos.

Aos Fatos não encontrou registro sobre algum comentário de Rebelo que tenha sido vazado ou discursos do ex-ministro com conteúdo semelhante ao do vídeo. No dia 25 de maio, ao analisar a mudança no comando da Petrobras no Canal Agro Mais e na Rádio Bandeirantes, o ex-ministro não fez menção aos nomes dos antigos presidentes. Segundo Rebelo, o preço do combustível é algo que assombra o presidente Jair Bolsonaro (PL), e a única solução para “salvar” a Petrobras é a empresa voltar a ser uma estatal.

Aldo Rebelo foi deputado federal pelo PC do B de São Paulo entre 1991 e 2011 e presidiu a Câmara entre 2005 e 2007. Ele abriu mão do mandato parlamentar para ocupar os cargos de ministro do Esporte (de 2011 a 2015) e da Ciência e Tecnologia (2015) durante o governo Dilma Rousseff (PT), no qual também foi ministro da Defesa até o afastamento da então presidente, em maio de 2016. Antes, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rebelo foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais (de 2004 a 2005). Ele se filiou ao PDT em 2022.

A postagem enganosa também foi checada pela Agência Lupa.

Referências:

1. Aos Fatos
2. Twitter Aldo Rebelo
3. Canal Agro Mais
4. Rádio Bandeirantes
5. Câmara de deputados
6. FGV
7. Estadão


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