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Morte de socorrista no Rio de Janeiro não tem relação com vacina contra a Covid-19

Por Luiz Fernando Menezes

28 de janeiro de 2021, 12h26

Não é verdade que a causa da morte do socorrista Robson Marques tenha sido a vacina contra Covid-19, como alegam postagens nas redes sociais (veja aqui). Ele morreu em decorrência de um infarto do miocárdio e não havia apresentado qualquer reação adversa à imunização que tomou, segundo informaram as prefeituras de Niterói (RJ), onde Marques trabalhava, e de Maricá (RJ), de onde era a equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que o atendeu.

O conteúdo enganoso reunia ao menos 1.200 compartilhamentos no Facebook até a manhã desta quinta-feira (28) e foi marcado com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).


Publicações nas redes sociais enganam ao afirmar que a causa da morte do socorrista Robson Marques teria sido a vacina contra Covid-19. Ele morreu em 24 de janeiro após sofrer um infarto do miocárdio, sem relação com o imunizante que tomou, de acordo com a prefeitura de Maricá (RJ), de onde era a equipe do Samu que socorreu Marques.

Segundo a Secretaria de Saúde de Maricá, o socorrista “era um paciente que apresentava outras comorbidades, como diabetes, e, em nenhum momento, foi relatada reação pós-vacinal”. Já a Prefeitura de Niterói (RJ), que administra o Hospital Municipal Carlos Tortelly, onde Marques trabalhava, disse que ele não apresentou efeitos colaterais dias após receber uma dose da vacina CoronaVac.

O diabetes é um dos fatores de risco para o infarto do miocárdio, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. Relatos de pessoas próximas do socorrista publicados no Facebook indicam que ele teria sentido fortes dores no peito e teve diarréia, sintomas comuns em complicações cardiovasculares.

Nenhum voluntário dos testes clínicos da CoronaVac morreu em decorrência do imunizante. Conforme pode ser verificado na apresentação do governo paulista, não foram registrados eventos adversos graves relacionados à vacinação.

O Fato ou Fake e o Estadão Verifica também checaram esta peça de desinformação.

Referências:

1. SBD
2. Poder 360


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