Não é verdade que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes tenha ordenado o bloqueio de todos os perfis nas redes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta ao anúncio da tarifa de 50% sobre exportações brasileiras. Em nota enviada ao Aos Fatos, a corte desmentiu a alegação, que também não tem registros na imprensa.
As peças enganosas somavam 21 mil visualizações no Kwai, além de centenas de compartilhamentos no X e no Facebook até a tarde desta sexta-feira (11).
URGENTE: Ministro Alexandre de Moraes emite ordem mandando bloquear todas as redes sociais do presidente dos Estados Unidos Donald J. Trump em resposta à taxação de 50%

Posts mentem ao afirmar que o ministro do STF Alexandre de Moraes teria ordenado o bloqueio das contas de Trump nas redes após o presidente americano anunciar a tarifa de 50% sobre produtos exportados pelo Brasil. Em nota, a corte desmentiu o boato. Aos Fatos também não localizou na imprensa nem no site do STF qualquer declaração ou ação do ministro que sinalizasse medida similar.
Na última quarta-feira (9), o governo americano anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros. Como justificativa, Trump citou uma suposta perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um falso déficit comercial dos EUA com o Brasil.
No mesmo dia, o presidente Lula publicou em suas redes uma mensagem em que rebatia as acusações de Trump e afirmava que “o Brasil é um país soberano com instituições independentes e que não aceitará ser tutelado por ninguém”.
As críticas de brasileiros contrários ao anúncio da taxação levaram o presidente americano a bloquear os comentários de sua conta particular no Instagram na quarta. A restrição foi revogada no dia seguinte.
O caminho da apuração
Para verificar a veracidade da informação, a reportagem realizou buscas nos canais oficiais do Supremo Tribunal Federal e em veículos da imprensa nacional, a fim de identificar qualquer pronunciamento ou registro sobre a alegada determinação judicial.
Por fim, Aos Fatos entrou em contato com a assessoria de imprensa do STF, que negou o boato.




