Lula não tuitou que vai liberar pequenos furtos, como o de celular

Por Bruna Leite

25 de outubro de 2022, 17h19

Não é verdade que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tuitou que vai liberar pequenos furtos, como o de celular, porque há “muita gente passando fome”. O post não foi veiculado na conta oficial dele no Twitter, como atesta ferramenta do Aos Fatos que monitora e arquiva postagens dos presidenciáveis, inclusive as apagadas. A campanha de Lula também negou que o candidato vá descriminalizar esse tipo de delito, se eleito.

Até esta terça-feira (25), o falso tuíte alcançou 16 mil visualizações e dezenas de compartilhamentos no Instagram, além de centenas de compartilhamentos no Facebook. A postagem também circula no WhatsApp (fale com a Fátima).


Selo falso

Reprodução de tuíte falso do ex-presidente Lula em que ele teria anunciado a liberação de pequenos furtos, como celular 

Trata-se de uma montagem o tuíte que circula nas redes sociais atribuído ao ex-presidente Lula em que ele teria dito que vai “liberar o pequeno furto” se assumir a Presidência e que não se pode “condenar o próximo por roubar um celular”.

Não há publicação semelhante no perfil do candidato, mesmo entre os tuítes apagados, que são monitorados e arquivados por ferramenta do Aos Fatos. Também não há publicação em sua conta no Twitter no horário marcado na publicação falsa — 16h39 de 17 de outubro. Neste dia, às 16h35, ele publicou uma live de encontro com religiosos em São Paulo (SP).

Ao Aos Fatos, a campanha de Lula também rechaçou a veracidade do tuíte e da proposta descrita nele.

Desde o primeiro turno das eleições, a imagem do candidato vem sendo falsamente associada ao crime organizado por meio de desinformação. Na última semana, uma outra simulação de postagem do ex-presidente havia circulado nas redes sociais, também com a alegação falsa de que Lula apoia pequenos roubos como meio de sobrevivência.

O uso de geradores de tuítes falsos vem sendo frequentemente utilizado nestas eleições para promover desinformação contra os candidatos, como mostrou o Aos Fatos.

Referências:

1. Twitter (1 e 2)
2. Aos Fatos (1, 2 e 3)

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