Não é verdade que o governo Lula vai taxar as corridas de rua. Não há nenhuma determinação similar no DOU (Diário Oficial da União) ou em anúncios da gestão federal. As publicações que fazem essa alegação distorcem uma decisão da Federação Piauiense de Atletismo, que passará a cobrar uma taxa de organizadores de corridas realizadas no estado. A entidade não tem relação com o poder público.
Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam mais de 45 mil curtidas no Instagram e 5.000 compartilhamentos no Facebook até a tarde desta terça-feira (6).
GOVERNO LULA ANUNCIA TAXAÇÃO SOBRE CORRIDAS DE RUA E GERA REVOLTA

São enganosas as publicações que afirmam que o governo federal anunciou que passará a taxar corridas de rua para “regular o setor”. Não há nada semelhante no site oficial do Executivo ou no DOU.
As peças que trazem essa desinformação distorcem uma decisão recente da Federação Piauiense de Atletismo. No final de dezembro, a entidade anunciou que passará a cobrar uma taxa — que pode variar entre R$ 750 e R$ 4.500, , segundo o site esportivo ge.com —, para autorizar corridas de rua no estado.
Segundo a federação, a cobrança (veja abaixo) visa garantir “segurança dos atletas, qualidade técnica, validação oficial dos resultados e conformidade com as normas de CBAt e World Athletics”.
A Federação Piauiense de Atletismo é uma organização privada ligada à CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). Nenhuma das duas entidades está vinculada ao governo federal.
O caminho da apuração
Aos Fatos fez uma busca no Diário Oficial da União com as palavras-chave “taxação”, “cobrança” e “corridas”, mas não encontrou resultados.
Em pesquisa nas redes e na imprensa sobre o mesmo assunto, tivemos acesso aos textos referentes à decisão da Federação Piauiense de Atletismo. Consultamos então o estatuto e o site oficial da organização para verificar se ela tinha ou não vínculo com o poder público.




