Google não anunciou que sairá do Brasil após decisão do STF

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Não é verdade que o Google deixará o Brasil após a recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que responsabiliza as plataformas digitais por conteúdos ilegais publicados por usuários. Além de ter desmentido o boato, a empresa anunciou a abertura de um laboratório voltado à pesquisa sobre inteligência artificial no país.

As peças de desinformação somavam 2.000 curtidas no Instagram, além de milhares de visualizações no TikTok até a tarde desta sexta-feira (27).

Após decisão do STF, Google é a primeira empresa a sinalizar saída do Brasil

Post mostra imagem de pessoa usando máscara branca e vestes pretas. Em primeiro plano, é possível ver o logotipo do Google e uma legenda sobre a imagem que diz: ‘Após decisão do STF, Google é a primeira empresa a sinalizar saída do Brasil’

Posts mentem ao afirmar que o Google deixará o Brasil após a decisão tomada pelo STF na última quinta-feira (26) que responsabiliza as plataformas por conteúdo ilícito publicado por usuários. A assessoria da empresa negou o boato ao Aos Fatos.

Em nota à imprensa na quinta, o Google manifestou preocupação com as mudanças, que poderiam impactar “a liberdade de expressão e a economia digital”, e disse estar “analisando a decisão da Suprema Corte”. Não há nenhuma menção à interrupção dos serviços no país.

Dois dias antes da decisão, o presidente da empresa no Brasil, Fábio Coelho, afirmou à Folha de S.Paulo que as mudanças poderiam restringir a atuação da plataforma e obrigá-la a remover mais conteúdo.

Durante a entrevista, no entanto, Coelho anunciou a expansão da big tech no país com a inauguração de um escritório focado em inteligência artificial em São Paulo.

Segundo entendimento estabelecido pelo STF, o artigo 19 do Marco Civil da Internet não isenta as plataformas digitais de responsabilidade por conteúdos ilegais publicados por usuários. Até então, esses conteúdos só podiam ser removidos após ordem judicial.

O caminho da apuração

Aos Fatos entrou em contato com a assessoria do Google, que negou o boato. Também procuramos informações publicadas na imprensa para contextualizar a checagem.

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