🕐 ESTA REPORTAGEM FOI PUBLICADA EM Setembro de 2022. INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE TEXTO PODEM ESTAR DESATUALIZADAS OU TEREM MUDADO.

Globo não pediu autorização à Justiça para entrevistar Adélio Bispo

Por Bruna Leite

27 de setembro de 2022, 18h01

É falso que a Globo pediu autorização à Justiça para entrevistar Adélio Bispo, que tentou matar o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral de 2018, como afirmam postagens (veja aqui). A emissora desmentiu a alegação, e o STF (Supremo Tribunal Federal) manteve em 2020 a proibição de entrevistar o autor do atentado, devido aos transtornos mentais diagnosticados nele.

A publicação tinha centenas de visualizações e compartilhamentos no Facebook e mais de 1.600 compartilhamentos no Instagram nesta terça-feira (27). A desinformação também circula no WhatsApp, no qual não é possível medir o alcance.


Selo falso

Rede Globo entrou na Justiça para obter autorização para gravar uma entrevista com Adélio.

Reprodução texto com a alegação falsa de que a Globo entrou com processo na justiça para entrevistar autor de facada de Bolsonaro


A Globo não pediu autorização à Justiça para entrevistar Adélio Bispo, autor do atentado a faca contra Jair Bolsonaro (PL) em setembro de 2018, como afirmam postagens. Em publicação no G1, a emissora desmentiu a desinformação, que circula desde aquele ano. As entrevistas de Adélio Bispo à imprensa estão proibidas desde 2018 devido ao diagnóstico de transtorno mental delirante persistente, entendimento acatado em 2019 pela Justiça Federal e, posteriormente, ratificado pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Entre as razões alegadas para a proibição estavam a necessidade de proteger a investigação e o diagnóstico de transtorno delirante persistente, que, no entendimento do STF, limita a liberdade de expressão. Os únicos vídeos de declarações oficiais de Bispo publicados são o depoimento dele à Polícia Federal e a entrevista de custódia.

Adélio segue internado no Presídio Federal de Campo Grande. Perícia feita em julho deste ano indica que o autor do crime “permanece com diagnóstico clínico de transtorno delirante persistente, com alucinações de cunho religioso, persecutório e político que se manifestam frequentemente”.

Esta checagem também foi feita pelo Fato ou Fake.

Referências:

1. G1 (1, 2, 3 e 4)
2. O Globo (1 e 2)
3. Chicas Poderosas
4. JOTA
5. ConJur
6. Veja



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