Não é real a imagem que mostra os astronautas da Artemis II flutuando em um estúdio de efeitos especiais com o auxílio de cabos de suspensão. A foto, que tem circulado nas redes como se fosse uma prova de que a missão seria encenada, tem anomalias clássicas de peças geradas por IA, além da presença de uma marca d’água verificável pela feramenta SynthID, do Google, que detecta conteúdo sintético.
O registro falso acumulava ao menos 10 mil curtidas no Instagram, milhares de visualizações no X e centenas de compartilhamentos no Facebook até a tarde desta quarta-feira (8).
É tudo edição #pensandoforadacaixa #artemis #lua #nasa #astronautas

Publicações têm compartilhado uma imagem que mostra os astronautas da Artemis II flutuando em um estúdio de efeitos especiais para sugerir que a missão seria uma encenação americana. A foto viral, no entanto, foi gerada por IA.
Uma análise do SynthID, do Google, identificou a presença de marca d’água que atesta que a imagem foi criada por ferramentas de inteligência artificial da empresa.
Além disso, Aos Fatos verificou uma série de deformações e anomalias típicas de conteúdos sintéticos:
- O astronauta mais à esquerda não tem uma das pernas e a parte inferior de seu corpo flutua sem estar suspensa por cabos;
- Há uma terceira mão onde o braço do segundo astronauta (da esquerda para a direita) deveria estar;
- Não há nenhum cabo suspendendo a astronauta ao centro.

A foto falsa foi gerada possivelmente a partir de uma transmissão oficial feita pelos astronautas em 3 de abril (veja abaixo).
A Artemis II é uma missão de sobrevoo lunar tripulada organizada pela Nasa, agência espacial americana. O lançamento ocorreu em 1º de abril e os trabalhos vão durar dez dias. O objetivo da missão é contornar a Lua — os astronautas não pousarão no satélite — para fins de registro e testar os sistemas da nave espacial Orion.
Esta peça de desinformação também circula em outras línguas e foi desmentida por agências internacionais, como a Newtral.
O caminho da apuração
Aos Fatos fez uma busca reversa pela imagem que tem sido compartilhada e encontrou versões com maior resolução. A foto, então, foi analisada pelo SynthID, ferramenta do Google, que identificou marcas de geração artificial. A reportagem também procurou por anomalias e marcas de edição.
Por fim, buscamos informações oficiais da missão Artemis II no site da Nasa e também nas transmissões oficiais dos astronautas.





