Foi gerado por IA vídeo que mostra policiais tomando sede do Comando Vermelho

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Foi gerado por IA (inteligência artificial) o vídeo que supostamente mostra uma equipe do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) filmando a sede do Comando Vermelho destruída após um confronto. Aos Fatos analisou as imagens compartilhadas nas redes e encontrou indícios de que a cena não é real, como deformidades no rosto de policiais e inconsistências no uniforme.

O conteúdo enganoso acumulava 3,5 milhões de visualizações no YouTube, além de centenas de compartilhamentos no X e no Facebook até a tarde desta segunda-feira (8).

A equipe entra na sede do CV já tomada e faz comentários descontraídos após horas de confronto

A imagem mostra um homem sorrindo, vestindo um colete tático preto com a palavra ‘BOPE’ escrita em branco na parte frontal. Ele carrega um equipamento preso ao corpo e está em um ambiente interno com paredes desgastadas e pichações ao fundo. À esquerda, parcialmente visível, há outra pessoa usando gorro preto e também equipada, posicionada atrás dele. Na parte inferior da imagem aparece a frase ‘TUDO EM RUÍNAS’.

Publicações nas redes têm compartilhado como se fosse real uma cena gerada por IA que supostamente mostra uma equipe do Bope tomando a sede do Comando Vermelho após um confronto com criminosos. Aos Fatos analisou as imagens e identificou inconsistências que apontam que o registro foi gerado artificialmente:

  • Ao final do vídeo, durante a movimentação da câmera, o rosto de um dos supostos policiais aparece deformado;
  • O formato e o tom dos uniformes que aparecem na cena não condizem com a indumentária usada pelos membros do batalhão;
  • Os objetos presentes no chão, como cápsulas de munição, notas de dinheiro e armas, possuem aparência artificial.
A imagem está dividida em três partes lado a lado, formando um painel horizontal. No primeiro quadro, aparecem no chão diversos objetos espalhados, incluindo cápsulas, notas de dinheiro e o que aparenta ser uma arma caída. Há também um texto em caixa branca dizendo: ‘Aparência da arma, cápsulas de munição e notas de dinheiro são artificiais’. No quadro central, um homem aparece em destaque sorrindo, usando uniforme preto com a palavra ‘BOPE’ identificada em uma placa no colete. Atrás dele, outro homem aparece abaixado e parcialmente encoberto. As paredes ao fundo estão pichadas com letras grandes em vermelho. Há duas caixas de marcação em torno desses elementos e, logo abaixo, um texto sobreposto diz: ‘O nome ‘Bope’ não está presente desta forma nos uniformes da divisão’. No quadro da direita, o mesmo homem do centro aparece de perfil, com o rosto virado para o lado. Ao fundo, outros homens usando roupas escuras aparecem parcialmente e desfocados. Sobre essa parte da imagem há uma caixa de marcação envolvendo o rosto de um deles e um texto que diz: ‘Rostos dos policiais ao fundo aparecem deformados em diferentes momentos da gravação’.
Inconsistências como deformidades e artificialidade das imagens mostram que se trata de um conteúdo gerado por IA (Reprodução)

A reportagem não conseguiu identificar qual ferramenta foi usada para produzir a cena. No entanto, imagens geradas recentemente com o Sora 2, da OpenAI, e o Veo, do Google, têm gerado confusão em usuários.

O caminho da apuração

Aos Fatos analisou elementos do vídeo publicado nas redes — como a deformidade no rosto dos policiais e a artificialidade dos objetos em cena — e encontrou indícios característicos de conteúdos gerados artificialmente.

Referências

  1. Wikipedia
  2. Aos Fatos

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