É falsa a informação de que o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, pediu a prisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Além de a informação não ter sido publicada por nenhum veículo de imprensa, o FBI é um órgão de investigação que não tem poder para decretar prisões.
As publicações enganosas acumulavam mais de 3 mil curtidas no Instagram e centenas de compartilhamentos no Facebook até a manhã desta terça-feira (2).
FBI ACABOU DE PEDIR A PRISÃO DO FLAVIO BOLSONARO

Diferentemente do que alega um vídeo viral nas redes, o FBI não pediu a prisão do senador Flávio Bolsonaro. Não há registro de notícia semelhante na imprensa nacional e internacional e o próprio senador, em nota enviada ao Aos Fatos, negou a informação.
“Não existe qualquer pedido, investigação ou procedimento envolvendo Flávio Bolsonaro no FBI ou em qualquer instância judicial, investigativa ou administrativa, no Brasil ou no exterior”, afirmou a assessoria do parlamentar.
O órgão tem uma lista de procurados. O nome do senador não constava nela nesta terça-feira (2).
O FBI é um órgão de investigação e, portanto, não emite ordens de prisão. As penas só podem ser determinadas por juízes. Nicolás Maduro, por exemplo, foi condenado pelo tribunal do Distrito do Sudeste de Nova York em 2020 antes de ser colocado na lista de procurados internacionais.
A alegação provavelmente é uma confusão gerada por uma outra notícia, publicada no domingo (31), que diz que o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Interpol para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Interpol é uma organização internacional de polícia criminal que conecta forças de segurança de 196 países.
O deputado pediu cooperação penal internacional para apurar lavagem de dinheiro, ocultação de beneficiários finais e triangulação transnacional de recursos no financiamento do filme.
Isso não significa, no entanto, que a Interpol aceitou colaborar com a investigação, muito menos que Flávio tenha sido adicionado na lista de procurados internacionais da instituição. Em busca na manhã desta segunda-feira (1º), Aos Fatos identificou que não há nenhuma pessoa com o sobrenome Bolsonaro na lista.
O caminho da apuração
Aos Fatos pesquisou pela informação veiculada nas peças de desinformação em jornais e sites nacionais e estrangeiros e verificamos a jurisdição do FBI em casos de pedidos de prisão.
Por fim, entramos em contato com a assessoria do senador, que negou a afirmação feita pelos posts.





