Não é verdade que uma operação policial descobriu um galpão com 100 mil celulares que seriam usados para aumentar artificialmente o engajamento nas redes do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O vídeo viral foi gerado por IA e não há informações sobre a descoberta de uma estrutura digital semelhante.
A gravação enganosa acumulava mais de 300 mil visualizações no TikTok, 55 mil visualizações no X e centenas de curtidas no Instagram até a tarde desta quarta-feira (22).
A polícia achou os eleitores do Flavio Rachadinha e da Nikole!!!

Publicações têm compartilhado um vídeo que mostra centenas de celulares em um galpão para sugerir que ele registraria uma “fazenda de likes” de Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro. A gravação, no entanto, foi gerada por IA.
As imagens circulam nas redes desde 2025. As peças de desinformação recentes, no entanto, editaram o conteúdo para excluir os momentos em que policiais aparecem na filmagem. Os agentes eram justamente os elementos que indicavam de forma mais clara que o registro era manipulado por IA.
Nos trechos em que aparecem os policiais, é possível verificar distorções comuns a gravações sintéticas, como membros distorcidos e elementos genéricos em brasões e uniformes.

A mesma gravação falsa circula nas redes com alegações mentirosas de que as imagens mostrariam fazendas de engajamento de artistas como Oruan e Poze do Rodo.
Aos Fatos procurou notícias sobre operações semelhantes em Goiás — local onde o vídeo teria sido gravado, segundo as publicações —, mas não encontrou nenhuma informação.
O caminho da apuração
Aos Fatos fez uma busca reversa pelas imagens e encontrou diversas publicações — algumas com a gravação completa. Verificamos que os mesmos registros circularam em 2025 e já haviam sido checados por nossa equipe. Recuperamos, então, a apuração daquela época.
Por fim, procuramos notícias envolvendo “fazendas de likes” ou galpões com celulares e não encontramos evidências de que alguma ação policial do tipo tenha ocorrido nos últimos meses. Entramos em contato ainda com a Polícia Civil de Goiás, mas não houve retorno.





