É falso que PF concluiu que Bolsonaro não usou recursos públicos com despesas pessoais

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É falso que a Polícia Federal concluiu que Jair Bolsonaro (PL) não desviou recursos públicos para bancar despesas pessoais quando era presidente da República. O vídeo compartilhado pelas peças de desinformação como se fosse um registro de uma entrevista à imprensa concedida por agentes da corporação mostra, na verdade, um pronunciamento feito pelos advogados de defesa do ex-presidente em maio deste ano. Não houve qualquer comunicado da PF sobre o caso, que segue em investigação.

As publicações enganosas acumulavam cerca de 13 mil compartilhamentos no Facebook, mais de 200 mil visualizações no Kwai e 447 mil visualizações no TikTok até a tarde desta segunda-feira (5).


Selo falso

Polícia Federal confirma: o mais humilde todos os presentes Bolsonaro.

Publicações usam vídeo de entrevista à imprensa convocada por defesa de Bolsonaro para alegar que PF concluiu que ex-presidente não desviou recursos públicos para bancar despesas pessoais

A Polícia Federal não afirmou, em entrevista à imprensa, que Jair Bolsonaro não usou recursos públicos para bancar despesas pessoais de sua família enquanto atuava como presidente da República, como alegam publicações nas redes. O vídeo compartilhado pelas peças de desinformação mostra, na verdade, uma declaração dada pelo advogado do ex-presidente e ex-chefe da Secom, Fabio Wajngarten, em entrevista convocada no dia 15 de maio para rebater o conteúdo das investigações da PF. O caso segue sendo apurado e não houve comunicados oficiais da corporação até o momento.

Em nota enviada ao Aos Fatos, a Polícia Federal negou ter realizado qualquer entrevista à imprensa para tratar sobre o caso e afirmou que não comenta investigações em andamento.

O pronunciamento da defesa do ex-presidente foi convocado logo após reportagens detalharem uma investigação da PF sobre um suposto esquema de desvios de recursos públicos ocorrido enquanto Bolsonaro era presidente. A corporação teria identificado repasses em dinheiro feitos pelo ex-ajudante de ordens do então presidente, Mauro Cid, para pagar despesas pessoais da então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e de pessoas próximas a ela. A PF apura se os pagamentos seriam provenientes de recursos desviados dos cofres públicos, o que é negado pela defesa de Bolsonaro.

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