É falso que seringa de vacina contra Covid-19 aplicada por Alckmin em Lula estava vazia

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Não é verdade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apenas encenou ter tomado a vacina bivalente contra a Covid-19 na segunda-feira (27), como tem sido difundido nas redes sociais. Na transmissão original, é possível ver que a seringa está destampada e que há líquido em seu interior, ao contrário do que alegam as publicações checadas. A vacina foi aplicada corretamente pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é médico, e não houve desperdício ou dosagem incorreta, de acordo com especialista consultada pelo Aos Fatos.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam 260 mil visualizações no TikTok, 18 mil curtidas no Instagram e circulam também no Twitter e no WhatsApp, plataforma na qual não é possível estimar o alcance (fale com a Fátima).


Selo falso

Aplicaram vacina de vento no braço de Lula. Olha a encenação!

Posts enganam ao dizer que vacinação de Lula com o imunizante bivalente foi encenado e que ele não recebeu a dose, o que não procede

O médico e vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) não aplicou “vento” em Lula em vez da vacina bivalente da Pfizer durante o lançamento da campanha nacional de vacinação de 2023, na segunda-feira (27), como alegam posts nas redes sociais. Durante a transmissão oficial do evento feita pela TV Brasil, é possível ver que a seringa utilizada está destampada e que possui líquido em seu interior (veja abaixo).

As peças checadas difundem trechos em baixa qualidade da transmissão da TV Brasil, como a retransmissão feita pelo Metrópoles, o que dificulta a visualização do conteúdo da seringa.

Tem circulado também a alegação falsa que Alckmin descartou toda a vacina ao pressionar o êmbolo da seringa antes da aplicação, momento em que ocorre um pequeno jato. O imunizante foi aplicado corretamente pelo vice-presidente e não houve desperdício ou dosagem incorreta, explicou a farmacêutica e pesquisadora da USP Laura de Freitas ao Aos Fatos.

“[O procedimento] é perfeitamente normal, porque ele estava apenas tirando qualquer ar ou bolha que tivesse sobrado na seringa. Não se pode injetar ar no músculo ou sangue. Está dentro da margem de erro”, diz Freitas.

A vacina bivalente da Pfizer utilizada na campanha nacional protege contra a cepa ancestral de Wuhan, além da variante ômicron (BA.1) e suas sublinhagens BA.4 e BA.5. Segundo a bula do imunizante, cada dose contém apenas 0,3 ml — ou seja, o volume aplicado é pequeno.

O cronograma do Programa Nacional de Imunizações deste ano terá cinco fases. Na primeira, serão contempladas, de forma escalonada, pessoas com maior risco de quadros graves da Covid-19, como idosos com mais de 70 anos, gestantes e pacientes imunocomprometidos.

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