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Homem ao lado de Lula em vídeo não foi preso por tiroteio próximo a ato de Tarcísio de Freitas

Por Luiz Fernando Menezes

18 de outubro de 2022, 18h28

O homem que aparece em vídeo sendo cumprimentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um comício não foi preso por ter participado do tiroteio simultâneo a um ato de campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo, como afirmam postagens. A pessoa nas imagens é o líder comunitário Anderson Mamede, que desmentiu as alegações. Mamede estava ao lado de Lula em Salvador, não no Rio de Janeiro, e os três homens que aparecem detidos em fotos na peça desinformativa não têm relação com o tiroteio.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam mais de 2 milhões de visualizações no TikTok, centenas de milhares de visualizações no Kwai, além de terem sido compartilhadas no Twitter, Facebook, Telegram e WhatsApp.


Selo falso

Homem que aparece em vídeo com Lula não é suspeito de ter participado de tiroteio

Publicações nas redes sociais mentem ao dizer que o homem de dreads e camiseta verde-limão que é cumprimentado por Lula em vídeo tenha sido preso após um tiroteio ocorrido em Paraisópolis, em São Paulo, na última segunda-feira (18), simultâneo a um ato de campanha no qual participou Tarcísio de Freitas, candidato ao governo paulista pelo Republicanos. O homem é Anderson Mamede, líder comunitário do Complexo de Amaralina, em Salvador.

No vídeo, um homem não identificado diz que Mamede estava ao lado de Lula no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, no dia 12 de outubro, o que é falso. Os dois estavam juntos em um comício em Salvador, na noite do mesmo dia. No evento na Bahia, Lula usava uma camisa branca e uma calça preta e desfilou na traseira de uma caminhonete preta, enquanto no Complexo do Alemão o petista estava de calça jeans e circulou em um veículo prata.

Os três homens que aparecem no porta-malas de uma viatura no vídeo não foram identificados por Aos Fatos, mas não há relação deles com o tiroteio em Paraisópolis porque, até o momento da publicação desta checagem, um suspeito dos disparos morreu e outros dois foram identificados, mas não detidos. A Polícia Militar de São Paulo negou que os homens mostrados nas imagens foram presos pela instituição e alertou que o modelo da viatura que aparece na foto não é utilizado pela polícia paulista.

Outras peças de desinformação confundem Mamede com Elisberto Pereira de Souza, conhecido como “Rasta”, preso em fevereiro de 2016 por envolvimento com tráfico e 17 homicídios.

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Essa é a segunda vez em que Aos Fatos desmente acusações de crimes atribuídos a pessoas que posaram ao lado de Lula em eventos públicos. Na semana passada, postagens com milhares de compartilhamentos afirmaram que Diego Raymond era o traficante “Mister M”, embora ele tenha sido absolvido da acusação de associação com tráfico. Também é falso que a sigla CPX é nome de uma organização criminosa — trata-se de uma abreviação da palavra “complexo”.

Referências:

1. G1 (1 e 2)
2. Nordesteeusou
3. PT.org
4. Valor
5. Veja
6. UOL (1 e 2)
7. Polícia Civil da Bahia
8. Aos Fatos (1 e 2)

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