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É falso que governo Lula registrou 1.541 mortes por Covid-19 em 24 horas

Por Marco Faustino

6 de março de 2023, 15h35

Um vídeo antigo da CNN Brasil, em que a jornalista Monalisa Perrone diz que foram registradas 1.541 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, tem circulado nas redes como se fosse atual e relacionado ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Trata-se, na realidade, de um trecho exibido em fevereiro de 2021, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Os dados mais recentes disponíveis mostram que foram registradas 33 mortes pela doença na sexta-feira (3).

Publicações com a atribuição enganosa acumulavam 3,5 milhões de visualizações no TikTok e centenas de compartilhamentos no Facebook nesta segunda-feira (6).


Selo falso

O segundo maior número de mortes da pandemia aqui no Brasil aconteceu nas últimas 24 horas. Foram 1.541. Ao todo já são mais de 250 mil mortes por Covid aqui no nosso país. Coronavírus 2023. Faz o L com amor.

Posts difundem trecho do Expresso CNN, de fevereiro de 2021 para fazer crer que o segundo maior número de mortes por Covid-19 ocorreu no governo Lula, o que é falso.

Posts enganam ao difundir um trecho de uma edição do programa Expresso CNN veiculado em 25 de fevereiro de 2021 para fazer crer que o governo Lula registrou 1.541 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, o que é falso. Esse número diário não foi alcançado nenhuma vez desde que o petista tomou posse, em 1º de janeiro. Os dados mais recentes disponíveis mostram que foram registradas 33 mortes pela doença na sexta-feira (3).

Desde o início do governo Lula, foram registradas 5.423 mortes por Covid-19, segundo o Ministério da Saúde. O total de óbitos pela doença no país, desde o início da pandemia, é de 699.276, dos quais 693.853 (99,2%) ocorreram durante a gestão de Bolsonaro.

Em abril de 2021, o país superou em mais de uma vez a marca de 4.000 óbitos registrados em 24 horas, o que foi explicado, na época, como resultado de um represamento de dados após o final de semana estendido do feriado da Páscoa.

Referências:

1. YouTube
2. Ministério da Saúde
3. UOL
4. G1

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