Não é verdade que o g1 publicou um post no X em que associa Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O boato foi desmentido pela Globo. Em busca por versões arquivadas da reportagem na ferramenta Wayback Machine, do Internet Archive, Aos Fatos não encontrou indícios de que o portal tenha feito tal relação.
As peças enganosas somavam 12.800 curtidas no Instagram e 250 mil visualizações no X até a tarde desta sexta-feira (27).
Não é possível que o G1 está associando o Lulinha ao Bolsonaro... Pqp!

Posts nas redes têm compartilhado um print falso para alegar que o g1 teria tentado relacionar Lulinha a Bolsonaro em uma notícia sobre a quebra do sigilo do filho do presidente Lula. Procurada pelo Aos Fatos, a Globo negou ter feito publicação similar.
A montagem compartilhada pelas peças enganosas simula um post no X que usa como base uma publicação em que o portal não faz qualquer associação similar.
Quem é Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, que teve quebra de sigilo aprovada na CPI do INSS https://t.co/ku13yhR8q5 pic.twitter.com/hBLMxulVvN
— g1 (@g1) February 26, 2026
Em busca nas versões arquivadas da reportagem disponíveis na Wayback Machine, do Internet Archive, Aos Fatos não encontrou registros de que o g1 tenha, em algum momento, relacionado Lulinha a Bolsonaro.
O texto foi publicado na quinta (26), após a CPMI do INSS no Congresso aprovar a quebra do sigilo bancário do filho de Lula. A PF investiga se ele atuou como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como o principal operador do esquema de desvios em benefícios previdenciários.
A CPMI quer verificar se há relação entre as movimentações financeiras de Lulinha e as suspeitas de repasses ligados ao esquema investigado. O filho do presidente nega irregularidades.
Na sessão que determinou a quebra do sigilo, houve confusão entre parlamentares, além de acusações sobre o placar da votação: governistas alegaram fraude, enquanto a oposição comemorou o resultado. Aliados de Lula recorreram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tentar anular a votação.
Antes da decisão do Congresso, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha. A determinação, feita em janeiro, atendeu um pedido da Polícia Federal.
O caminho da apuração
Aos Fatos analisou a imagem e identificou que se tratava de uma montagem que simulava uma publicação do g1. A reportagem entrou em contato com a Globo, que confirmou a falsidade do conteúdo atribuído ao portal.
Em seguida, verificamos o histórico da reportagem no site do g1 e consultamos versões arquivadas para confirmar se o título havia sido alterado.




