Dona Ilda, conhecida por orar no QG do Exército em Brasília, não morreu

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Não é verdade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) matou uma senhora chamada Hilda, que orava em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, como afirmam publicações nas redes. Na verdade, as imagens retratam a missionária Ilda Santos, que está viva, segundo pastores do mesmo grupo religioso que ela frequenta.

Publicações com a alegação enganosa ultrapassavam os 10 mil compartilhamentos no Facebook nesta terça-feira (17).


Selo falso

Lula matou dona Hilda. Agora ela está nos braços de Deus

Posts difundem que Lula matou dona Hilda, a senhora que orava em frente ao QG do Exército, o que é falso.

Posts nas redes difundem desde o dia 10 de janeiro que uma senhora chamada Hilda, que era regularmente vista orando em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, foi morta pelo presidente Lula, o que é falso. O nome da mulher é Ilda Santos e ela está viva, segundo dois pastores ligados ao Ministério Internacional do Guará, grupo religioso que ela frequenta.

O pastor Lindomar Pires, da Congregação Condomínio Gênesis, e o pastor José Magnaldo, da Congregação QNP 21, ambas de Ceilândia (DF), coligadas à ADCO (Assembleia de Deus Ceilândia Oeste), que por sua vez integra o Ministério Internacional Guará, afirmaram ao Aos Fatos que Ilda está bem e descansa em casa. A missionária pertence à ADCN (Assembleia de Deus Ceilândia Norte), que faz parte do mesmo ministério dos pastores. O Aos Fatos tentou contato com a ADCN, mas não obteve retorno.

No mesmo dia em que a morte de Ilda foi difundida nas redes, ela gravou um vídeo para dizer que estava bem e rezando pelo país. “Estamos no propósito aqui, bem, com saúde, viva, sã, amém, não se preocupe comigo. Eu vi essa mensagem, sabe que aquela mensagem foi negativa. É mentirosa, e eu estou bem”, disse a missionária na gravação feita em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília.

Desocupação. Agentes de segurança do Distrito Federal cumpriram no dia 9 de janeiro uma ordem de desocupar o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, montado desde o fim do segundo turno da eleição presidencial. Cerca de 1.500 pessoas que estavam instaladas no local foram detidas ou presas por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes após os atos terroristas ocorridos no dia anterior.

Os detidos foram levados ao ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal para prestar depoimentos, que foram encerrados na na quarta-feira (11). Ao todo, 1.159 pessoas foram presas e encaminhadas ao Complexo Penitenciário da Papuda. Dois ônibus com mulheres com filhos pequenos e idosos com comorbidades foram liberados ainda na noite de 9 de janeiro.

Não há informações se Ilda foi detida pela PF. A corporação negou que idosos tenham morrido no ginásio, o que também foi refutado pela Secretaria de Segurança Pública do DF. Em checagens anteriores, Aos Fatos desmentiu que idosas teriam morrido no mesmo ginásio da PF.

Referências

  1. Facebook
  2. Metrópoles (1 e 2)
  3. G1 (1 e 2)
  4. Twitter
  5. Aos Fatos (1, 2 e 3)

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