É falso que bolsonaristas atearam fogo em banheiros químicos próximos ao STF

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Não é verdade que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atearam fogo em banheiros químicos próximos ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última terça-feira, como afirmam publicações nas redes. A PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) confirmou que o incêndio foi iniciado por uma pessoa em situação de rua.

O conteúdo falso acumulava ao menos 9.000 curtidas no Instagram, 4.000 compartilhamentos no Facebook e 1.000 compartilhamentos no X até a tarde desta quarta-feira (10).

🚨Terrorismo em Brasília! Bolsonaristas estão colocando FOGO em banheiros químicos próximo ao STF!!!

A imagem mostra um texto na parte superior, em letras pretas sobre fundo branco, que diz: ‘FOTOS EXCLUSIVAS: A possível causa de incêndio em Brasília no dia de julgamento de Bolsonaro’. Abaixo do texto, há a foto de uma pessoa com o rosto desfocado, vestindo uma camisa polo vermelha com detalhe branco na gola. Ao fundo, vê-se uma paisagem urbana com vários prédios e uma grande área com fumaça escura subindo para o céu.

Publicações enganam ao afirmar que manifestantes bolsonaristas incendiaram banheiros químicos em Brasília, nas proximidades do STF, durante a leitura do voto do ministro Alexandre de Moraes no julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, na terça-feira (9).

Embora o incêndio de fato tenha ocorrido, a PMDF informou que o suspeito é um homem de 22 anos, em situação de vulnerabilidade social, e que a investigação descartou motivação política. Ele foi preso em flagrante após ser identificado por câmeras de segurança.

A corporação afirmou também que as investigações apontam que não houve motivação política para o crime.

De acordo com a PM, o jovem colocou fogo nos banheiros, seguiu até a rodoviária do Plano Piloto e depois retornou ao local do crime. Ao todo, 26 unidades foram atingidas pelas chamas.

Natural de Cabo Frio (RJ), o suspeito vive em um centro de acolhimento no Distrito Federal e tem passagens pela polícia por porte de arma branca, furtos diversos e violência doméstica. Apesar de negar o crime durante o interrogatório, ele foi autuado por incêndio, cuja pena varia de 3 a 6 anos.

Na segunda-feira (8), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que o esquema de segurança do DF está “bastante preparado” e que não há riscos ao julgamento do ex-presidente.

O processo, sob relatoria de Alexandre de Moraes, está sendo julgado pela Primeira Turma da corte, presidida por Cristiano Zanin. O julgamento deve ser concluído na próxima sexta-feira (12).

O caminho da apuração

Aos Fatos buscou informações oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal, que comunicou que o incêndio foi iniciado por uma pessoa em vulnerabilidade social e não teve motivação política. Também complementamos a checagem com informações da imprensa.

Referências

  1. g1 (1 e 2)

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