Não é verdade que os Estados Unidos descobriram que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes tentou transferir R$ 300 milhões para um banco na China. Não há qualquer registro sobre o caso nos canais oficiais do governo americano ou na imprensa. Em nota ao Aos Fatos, o Supremo também desmentiu a alegação.
Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam 72 mil curtidas no Instagram, 2.000 compartilhamentos no Facebook e centenas de visualizações no TikTok até a tarde desta segunda-feira (1°).
E o Xandão que tentou esconder R$ 300 milhões na China? É, papai, pensou que a gente não ia descobrir, né? Mas os Estados Unidos descobriu (sic).

Posts nas redes mentem ao afirmar que o governo dos EUA teria descoberto uma transferência bancária de R$ 300 milhões feita por Moraes para um banco na China. Em busca nos canais oficiais do governo americano (veja aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e na imprensa, Aos Fatos não encontrou nenhum registro similar. Em nota, o Supremo também desmentiu a alegação.
A última publicação dos EUA que cita Moraes foi feita pelo vice-secretário do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Landau, no último dia 22 de novembro, data em que o magistrado determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O juíz Moraes, um violador de direitos humanos sancionado, expôs o Supremo Tribunal Federal do Brasil à vergonha e ao descrédito internacional ao desrespeitar normas tradicionais de autocontenção judicial e politizar de forma escancarada o processo judicial. Os Estados Unidos… https://t.co/79FCAAxMmP
— Embaixada EUA Brasil (@EmbaixadaEUA) November 22, 2025
Na ocasião, Landau criticou a prisão do político brasileiro, chamando-a de “provocativa e desnecessária”. Em nenhum momento houve menção a uma suposta tentativa de Moraes de transferir valores para a China.
O caminho da apuração
Aos Fatos entrou em contato com o Supremo Tribunal Federal para questionar sobre a alegação de que o ministro Alexandre de Moraes teria feito uma transferência de R$ 300 milhões para um banco da China, o que foi desmentido em nota.
A reportagem também buscou informações sobre o caso nos canais oficiais americanos, mas não encontrou nenhum registro.




