Foi gerado por IA (inteligência artificial) o vídeo que mostra uma militante petista hostilizando participantes da “Caminhada pela Liberdade”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Além de conter distorções típicas de conteúdos sintéticos, o registro foi publicado originalmente por um perfil especializado em gravações artificiais.
As peças enganosas somavam 81 mil visualizações no X e 35 mil curtidas no Instagram até a tarde desta segunda-feira (26).
Os petistas estão enlouquecidos.

Publicações nas redes têm compartilhado como se fosse autêntico um vídeo gerado por inteligência artificial que supostamente mostra uma militante do PT hostilizando participantes da “Caminhada pela Liberdade”.
Por meio de busca reversa de imagens, Aos Fatos verificou que a gravação original foi publicada por um perfil no Instagram que posta conteúdos sintéticos com frequência.
Além disso, a reportagem analisou as imagens e encontrou inconsistências que atestam que a gravação não é real:
- As pessoas que aparecem no vídeo se movimentam de maneira robótica e fazem gestos pouco naturais com os braços e com a boca;
- O rosto de uma participante da caminhada aparece desfigurado;
- Uma pessoa que usa roupas nas cores verde e amarelo repete as mesmas palavras ditas pela manifestante do PT — “Vai embora, fascista, vaza daqui” —, o que não faz sentido diante do contexto da cena.
No domingo (25), Nikolas Ferreira concluiu em ato realizado na praça do Cruzeiro, em Brasília, a “Caminhada pela Liberdade”. De acordo com o Monitor do Debate Político no Meio Digital, projeto do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em parceria com a ONG More in Common, a manifestação reuniu cerca de 18 mil pessoas na capital federal.
Segundo o deputado, a marcha, que percorreu 240 km entre Paracatu (MG) e Brasília, foi um protesto contra o que classificou como “perseguições sistemáticas” contra os envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O caminho da apuração
Aos Fatos localizou o registro original por meio de busca reversa de imagens. Em seguida, a reportagem analisou a gravação quadro a quadro, observando padrões de movimento, sincronização de boca e gestos, além de distorções faciais e repetições de áudio.




