É falso que José Dirceu foi dono da empresa Probank, que prestou serviços ao TSE

Por Marco Faustino

9 de agosto de 2021, 18h26

Não é verdade que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) foi dono da Probank, empresa que prestou serviços ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre 2004 e 2010 e que faliu em 2013, como alegam publicações nas redes sociais (veja aqui). Aos Fatos não localizou registros públicos de que ele tenha sido proprietário, sócio ou acionista e o petista negou qualquer vínculo com a firma.

O conteúdo enganoso somava ao menos 6.100 compartilhamentos em posts no Facebook nesta segunda-feira (9) e foi marcado com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (veja como funciona).


Quer dizer que as empresas Probank, que faziam manutenção das urnas, o dono era o José Dirceu!? É isso mesmo, produção?

Postagens enganam ao afirmar que o ex-ministro da Casa Civil no governo Lula José Dirceu (PT) teria sido dono da Probank, empresa que prestou suporte técnico para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na operação de urnas eletrônicas nas eleições de 2004, 2006 e 2010. O nome do petista não aparece entre os proprietários da firma no Portal da Transparência e na base de dados da Receita Federal. Por meio de seu advogado, Dirceu negou a veracidade da alegação que circula nas redes.

O ex-ministro não consta ainda entre os proprietários ou sócios da Probank listados em processos no Jusbrasil. Ele também não foi um dos alvos das operações da PF (Polícia Federal) (confira aqui e aqui) dentro da investigação de suspeitas de que outras empresas esconderam ativos da Probank para evitar o pagamento de dívidas e substituí-las em contratos públicos.

O nome de Dirceu não é associado a essas empresas (confira aqui e aqui) nem citado em uma investigação posterior do TSE. Procurada, a PF não informou até a publicação desta checagem se o inquérito sobre a Probank continua aberto.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em 2010 e teve a falência decretada em setembro de 2013. Dirceu também não aparece entre os acionistas da massa falida, como Aos Fatos verificou.

Referências:

1. Senado Federal
2. Congresso em Foco
3. G1
4. Portal da Transparência (Fontes 1, 2 e 3)
5. Jusbrasil
6. A Gazeta
7. Portal R7
8. Estadão
9. OBCL

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