É falso que foram confirmados 38 casos de Mpox na Bahia após o Carnaval

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Não é verdade que foram confirmados 38 casos de Mpox na Bahia em razão do Carnaval. Em nota ao Aos Fatos, a Secretaria de Saúde da Bahia afirmou que há registros de apenas duas pessoas infectadas no estado. Nenhuma delas foi contaminada durante as festividades.

As peças enganosas acumulavam 84 mil curtidas no Instagram e 1.500 compartilhamentos no Facebook até a tarde desta sexta-feira (20).

Bahia registra 38 casos de Mpox. A maioria dos casos é em Salvador. Autoridades pedem atenção redobrada

Imagem é uma montagem com três elementos: à esquerda, uma multidão participa de um evento de Carnaval ao ar livre; à direita, aparecem braços e costas de pessoas com lesões cutâneas avermelhadas; e, ao centro, há a ilustração de um vírus. Na parte superior, um texto afirma em tom de alerta que a Bahia registra 38 casos de mpox e pede atenção redobrada das autoridades.

É mentira que autoridades sanitárias na Bahia confirmaram 38 casos de Mpox em virtude do Carnaval. Em nota enviada ao Aos Fatos, a Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) informou que foram notificados sete casos suspeitos neste ano, sendo dois deles confirmados. Nenhuma das pessoas foi infectada durante o Carnaval.

Três casos foram descartados após investigação clínica e laboratorial e outros dois seguem em investigação.

Um dos casos confirmados foi registrado em Vitória da Conquista (BA). Em entrevista à TV Bahia, a prefeitura informou que se trata de uma paciente mulher, com idade entre 30 e 39 anos, que mora em outro município da região. Ela deu entrada no Hospital Geral de Vitória da Conquista no dia 5 de fevereiro — antes, portanto, do Carnaval — e segue em isolamento e com boa resposta ao tratamento.

A segunda confirmação se refere a um caso registrado em Salvador, mas de um paciente que mora em Osasco (SP). Não há mais detalhes, exceto que a infecção não aconteceu durante o Carnaval.

A Mpox é uma doença infecciosa transmitida entre animais e humanos causada pelo vírus mpox e pertencente à mesma família do vírus da varíola comum.

Os principais sintomas incluem lesões cutâneas em forma de bolhas ou feridas pelo corpo, acompanhadas de febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e inchaço dos linfonodos.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com fluidos corporais e lesões de pessoas ou animais infectados, sobretudo roedores e primatas. A contaminação também pode acontecer por exposição prolongada a secreções respiratórias, contato com objetos contaminados e, em gestantes, pela transmissão ao feto via placenta ou ao bebê no parto e no pós-parto.

Não existe tratamento específico para a infecção, apenas cuidados de suporte para aliviar sintomas e prevenir ou tratar complicações e possíveis sequelas.

O caminho da apuração

Aos Fatos solicitou informações à Secretaria da Saúde da Bahia para verificar o número real de casos e a possível relação com o Carnaval. A reportagem organizou os dados enviados pelo órgão sobre confirmações, descartes e investigações em andamento.

Em seguida, reunimos informações adicionais sobre os casos confirmados citados no texto e contextualizamos os dados clínicos e epidemiológicos disponíveis. Também sistematizamos as explicações técnicas sobre a doença e suas formas de transmissão.

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