É falso que estudo indicou que 80% do álcool em gel vendido no Brasil não age contra o coronavírus

Por Priscila Pacheco

4 de dezembro de 2020, 16h24


Não é verdade que um estudo da UFPR (Universidade Federal do Paraná) concluiu que 80% do álcool em gel vendido no Brasil é adulterado e não elimina o coronavírus, como afirmam posts nas redes sociais (veja aqui). Não há uma pesquisa, mas análises feitas pelo laboratório do departamento de química da instituição a partir de amostras enviadas pela população. E, das 28 recebidas pelos pesquisadores, cerca de 80% apresentavam algum tipo de problema, entre eles o percentual de álcool abaixo dos 70% recomendados.

As publicações com a informação enganosa contavam com ao menos 809 compartilhamentos nesta sexta-feira (4) e foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de monitoramento do Facebook (saiba como funciona).


FALSO

Mais de 80% do álcool em gel do país não combate Covid-19, diz estudo da UFPR

Publicações que têm circulado nas redes sociais alegam que um estudo da UFPR (Universidade Federal do Paraná) revelou que 80% do álcool em gel vendido no Brasil seria adulterado e ineficaz contra o coronavírus. De acordo com a instituição, o dado não consta em estudo e foi obtido pela análise de 28 amostras enviadas ao laboratório de química pela população. Além disso, os 80% não referem-se apenas a problemas de adulteração e ineficácia do produto.

No dia 30 de outubro, a universidade divulgou que quase 80% das 28 amostras apresentavam falhas, como percentual de álcool etílico abaixo do recomendado para que o produto em formato de gel tenha 70% e, portanto, seja eficaz contra o coronavírus.

“Essas amostras foram enviadas porque já havia uma desconfiança de que aquele produto realmente funcionava. Não foi uma análise pegando uma amostra de todas as marcas”, comentou a assessoria da UFPR.

O LabRMN (Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear), do departamento de química da universidade, começou a oferecer em agosto para a população em geral os testes gratuitos de averiguação da qualidade do álcool. Segundo a assessoria, ainda não foram divulgados dados novos sobre quantidade de amostras recebidas e analisadas, mas o serviço continua sendo disponibilizado à população.

Uso do álcool. A higienização das mãos é uma das medidas recomendadas para eliminar o Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde), é necessário lavar as mãos até o punho com água e sabão e, quando não for possível, usar álcool em gel 70 ºGL (concentração de 70%).

Referências:

1. UFPR (Fontes 1 e 2)
2. Ministério da Saúde
3. OMS

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