É falso que esposa de CEO da Pfizer morreu após tomar vacina contra Covid-19

Por Priscila Pacheco

19 de novembro de 2021, 13h05

Não é verdade que Myriam Bourla, esposa do CEO da Pfizer, Albert Bourla, morreu por complicações causadas pela vacina contra a Covid-19, conforme afirmam postagens nas redes sociais (veja aqui). Ela foi fotografada em um evento público com o marido em 10 de novembro deste ano, mesmo dia em que a informação falsa passou a ser disseminada. A empresa farmacêutica também desmentiu a veracidade da alegação.

Esta postagem enganosa acumulava ao menos dezenas de compartilhamentos no Facebook nesta sexta-feira (19).


Selo falso

Postagens nas redes sociais enganam ao afirmar que Myriam Bourla, esposa de Albert Bourla, CEO da Pfizer, morreu por causa de complicações causadas pela vacina contra a Covid-19. Além da alegação ter sido desmentida pela assessoria da empresa farmacêutica, registros públicos atestam que ela está viva e bem de saúde.

Esta informação falsa passou a circular na internet no último dia 10, quando foi veiculada pelo site canadense Conservative Beaver. O conteúdo, atualmente fora do ar, sustentava que Myriam Bourla havia morrido em um hospital de Nova York (EUA).

Um dia após a publicação enganosa, Albert Bourla postou uma foto com a esposa em sua conta autenticada no Twitter. O registro foi feito durante um evento realizado pela organização Atlantic Council no dia 10 de novembro, em Washington, nos EUA. O executivo discursou na cerimônia sobre o papel da Pfizer no combate à pandemia de Covid-19.

Aos Fatos entrou em contato com o site Conservative Beaver, mas não teve retorno até a publicação desta checagem.

Esta alegação falsa também foi checada por Agência Lupa, Boatos.org, USA Today, Politifact, AP News, Reuters e The Independent.

Referências:

1. USA Today
2. Web Archive
3. Twitter Albert Bourla
4. Atlantic Council (Fontes 1 e 2)


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