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Bolsonaro não disse que beneficiários de auxílio emergencial de R$ 600 ‘não gostam de trabalhar’

Por Luiz Fernando Menezes

18 de abril de 2020, 18h45

Não é verdade que o presidente Jair Bolsonaro tenha dito que quem se se inscreveu para receber o auxílio emergencial de R$ 600 concedido pelo governo “não gosta de trabalhar”. A alegação aparece em um post do blog Verdade Verdadeira acompanhado da uma imagem de uma coletiva dada pelo presidente na sexta-feira (17). O vídeo da entrevista mostra que ele não criticou o benefício, aprovado em meio à crise do novo coronavírus. O Aos Fatos também não encontrou registros de que o presidente tenha falado algo parecido em outra ocasião.

A peça de desinformação (veja aqui) foi publicada na manhã deste sábado (18) e já acumula mais de 28 mil compartilhamentos no Facebook. A postagem e todas as suas republicações foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (saiba como funciona).


FALSO

Bolsonaro diz que quem pediu o auxílio de R$ 600 não gosta de trabalhar.

É falso que o presidente Jair Bolsonaro tenha dito que beneficiários do auxílio emergencial concedido em meio à pandemia de Covid-19 “não gostam de trabalhar”, como publicado pelo site Verdade Verdadeira. Uma imagem que acompanha o texto da publicação sugere que a declaração teria sido feita na saída do Palácio do Planalto na última sexta-feira (17), mas um vídeo mostra que Bolsonaro não criticou o benefício na ocasião.

Aos Fatos também não encontrou registros públicos de que o presidente tenha dito a frase citada em outros momentos. Na verdade, apesar de só ter aprovado o benefício nesse valor após pressão do Congresso, o governo vem tratando a concessão do auxílio emergencial como uma vitória política.

Na sexta (17), Bolsonaro publicou um vídeo em seu Twitter no qual lista o auxílio com ou uma das medidas tomadas por sua administração. Ele também foi à rede social no dia 1º de abril para anunciar a sanção do projeto que implementou o benefício. No post, ele afirmou que o dinheiro era para “trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais e outros afetados pelos efeitos da pandemia”.

Referências:

1. Aos Fatos
2. O Globo


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