Discurso de Bolsonaro na ONU provoca aumento de críticas ao governo por atuação nas queimadas

25 de setembro de 2020, 12h42


No relatório desta semana, o Radar Aos Fatos segue acompanhando o debate nas redes sobre o aumento das queimadas nos biomas brasileiros. (inscreva-se aqui para receber o relatório completo todas as semanas). O assunto vinha perdendo engajamento, mas voltou a crescer depois que foi um dos temas abordados pelo presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na terça-feira (22).

Uma análise de dados do Facebook e do Twitter indica que, pelo menos nas redes, o efeito do discurso foi negativo para o mandatário brasileiro.

Primeiro, porque suas tentativas de responsabilizar índios e caboclos pelos incêndios ou de apontar para interesses internacionais "escusos" por trás das denúncias ambientais das queimadas pouco ressoaram nas duas redes. Como já vinha acontecendo antes de terça, esse tipo de narrativa "negacionista" continuou sendo minoritária no debate sobre as queimadas.

Segundo, porque, depois do discurso, as críticas diretas ao governo Bolsonaro aumentaram acentuadamente no contexto do debate ambiental. De 7 a 20 de setembro, posts críticos à administração somaram entre 5% e 23% do engajamento total da discussão sobre as queimadas, dependendo da rede e do período analisados. Já na terça, dia do evento na ONU, esse número chegou a 38% no Twitter e a 41% no Facebook.

Faça o dowload do relatório completo abaixo:


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