Discurso contra aborto de criança estuprada teve só 2% do engajamento sobre o assunto no Twitter

21 de agosto de 2020, 17h05


No relatório do Radar desta semana, Aos Fatos mostra como se deu o debate no Twitter sobre o caso da menina de 10 anos que ficou grávida após ser estuprada. A análise indica que o discurso religioso e a desinformação foram minoritários e engajaram pouco na rede: apesar de a discussão sobre se a criança deveria ou não fazer um aborto ter dominado o debate, apenas 2% do engajamento dessas publicações foi de tweets contra o procedimento.

O repúdio ao crime foi comum à direita e à esquerda, mas seus seguidores adotaram narrativas diferentes: enquanto os primeiros enfatizaram a necessidade de punição do criminoso e criticaram uma postura supostamente leniente da esquerda, os demais criticaram a atenção dada por militantes religiosos à questão do aborto e pediram foco no criminoso.

Abaixo, você pode fazer download do relatório completo:

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