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Defecções de aliados foram decisivas para a derrota de Dilma na Câmara

Por Tai Nalon e Sérgio Spagnuolo

18 de abril de 2016, 08h19

Partidos da base aliada ao governo, PDT, PR e PSD provocaram defecções contra Dilma Rousseff que custaram sua vitória no plenário da Câmara. Neste domingo (17), na sessão que aprovou a abertura do processo de impeachment contra a presidente, os três partidos juntos representaram 61 votos a favor do afastamento.

Foram, no total, 367 votos a favor do impeachment, 137 contra, sete abstenções e duas ausências. Dentre essas siglas, o PDT foi quem traiu menos: 6 dos 19 deputados do partido votaram 'sim', enquanto no PR 26 de 40 e, no PSD, 29 de 37 também votaram 'sim'.

No gráfico abaixo, é possível ver como o PMDB, desembarcado do governo, aglutinou os votos favoráveis ao impeachment. Também é possível ver que o PC do B e o PSOL foram os únicos partidos fiéis ao Palácio do Planalto.

No cômputo das traições também estão os ex-ministros Mauro Lopes (PMDB-MG), titular da Aviação Civil até a quinta-feira passada, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que já chefiou Cidades, e Alfredo Nascimento (PR-AM), que ocupou o Ministério dos Transportes e renunciou em plenário à presidência do seu partido.

No PMDB, aliás, o Palácio do Planalto computou o voto do líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ), além dos ministros Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), que foram exonerados para votar favoravelmente à presidente. No entanto, a maioria da bancada, com 59 votos 'sim' de 67, seguiu na direção oposta.

Além disso, dos 21 deputados investigados na Operação Lava Jato, 16votaram pela admissibilidade do impeachment de Dilma. Houve uma ausência, do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE). Os demais quatro congressistas votaram contra a abertura do procedimento. Nos estados, Dilma só conseguiu apoio majoritário na Bahia, no Ceará e no Amapá.

Veja a tabela com detalhes de como votou cada deputado.

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