Como bolsonaristas usaram desinformação para justificar ameaça do presidente a jornalista

28 de agosto de 2020, 14h30


No relatório do Radar desta semana, dedicamos nossa investigação a entender como repercutiu nas redes a reação ao episódio do último domingo (23) em que o presidente Jair Bolsonaro ameaçou agredir um jornalista que o questionou sobre depósitos do seu ex-assessor Fabrício Queiroz, investigado por corrupção, na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Após mobilização em defesa do repórter do jornal O Globo, redes de apoiadores do presidente reagiram e disseminaram a desinformação de que, antes de ser ameaçado, o jornalista havia ofendido a filha de Bolsonaro.

Ao analisar essa narrativa em três redes —Twitter, WhatsApp e YouTube—, diagnosticamos um padrão imutável há anos nas redes: não só a peça de desinformação se espalhou rapidamente pelas três plataformas, como teve muito mais alcance do que as tentativas de desmenti-la.

O caso também é exemplo de um problema já conhecido: a dificuldade do jornalismo profissional de entrar e ganhar tração em ambientes bolsonaristas. Em 306 grupos públicos de discussão política acompanhados pelo Radar, mensagens com desinformação sobre o caso foram compartilhadas 438 vezes em apenas três dias. No mesmo período, apenas 18 postagens com desmentidos sobre o assunto foram enviadas.

Abaixo, você pode fazer download do relatório completo:

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