Celso Russomanno não votou contra a Lei da Ficha Limpa

Compartilhe

Não é verdade que o deputado federal e candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos-SP) tenha votado contra o projeto que deu origem à Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010), conforme afirmam postagens que circulam nas redes sociais (veja aqui). Russomanno, filiado ao PP à época, foi um dos 388 deputados federais que votaram a favor do projeto em maio de 2010. O único voto contrário à lei foi o de Marcelo Melo, que era deputado pelo PMDB-GO.

A Ficha Limpa alterou a Lei Complementar 64/1990 e passou a impedir a candidatura de políticos cassados ou que tenham renunciado para evitar a cassação, além de condenados em decisões colegiadas por crimes como corrupção, abuso de poder e compra de voto.

A informação enganosa já foi desmentida pelo próprio Russomanno em seu site. No Facebook, a peça de desinformação contava com ao menos 19.100 compartilhamentos nesta quinta-feira (24) e foi marcada com o selo FALSO na ferramenta de verificação do Facebook (veja como funciona).


FALSO

Ele disse não para o projeto Ficha Limpa

Postagens enganam ao afirmar que o deputado federal e candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos-SP) votou contra a Lei Complementar 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa. Votada e aprovada nos dias 4 e 5 de maio de 2010 pela Câmara, a lei barra candidaturas de políticos condenados por determinados crimes, cassados ou que renunciaram para evitar a cassação. Russomanno, filiado ao PP à época, foi um dos 388 deputados que votaram a favor do projeto. O único voto contrário foi o de Marcelo Melo (então do PMDB-GO), que disse ter errado o botão no momento da escolha.

O Aos Fatos também não encontrou ações de Russomanno durante a tramitação do projeto que mostrassem alguma oposição dele ao projeto. Em seu site, o candidato desmentiu as postagens que têm circulado com a desinformação.

Russomanno chegou a ser condenado por peculato, crime previsto na Lei da Ficha Limpa como impeditivo de candidatura, mas foi absolvido em 2016 pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O processo estava em tramitação havia 11 anos.

Ficha Limpa. Originada de uma iniciativa popular, pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, a Lei da Ficha Limpa barra candidaturas de políticos condenados por órgãos colegiados pela prática de crimes como corrupção, abuso de poder e compra de voto. Também ficam impedidos de se candidatar por oito anos políticos cassados ou que renunciaram para evitar a cassação. A aprovação no Senado foi unânime e a sanção foi feita pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Compartilhe

Leia também

falsoÉ falso que tornozeleira de Bolsonaro estava contaminada com césio-137

É falso que tornozeleira de Bolsonaro estava contaminada com césio-137

falsoVídeo que mostra ‘fazenda de visualizações’ foi gerado por IA

Vídeo que mostra ‘fazenda de visualizações’ foi gerado por IA

falsoÉ falso áudio em que Lula parabeniza Moraes pela prisão de Bolsonaro

É falso áudio em que Lula parabeniza Moraes pela prisão de Bolsonaro

fátima
Fátima