Não é verdade que Jair Bolsonaro (PL) passou mal na sala da Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde o dia 22 de novembro, e foi levado às pressas para o Hospital DF Star, em Brasília (DF). Até a publicação desta checagem, o ex-presidente permanecia sob custódia e aguarda a autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para deixar a prisão e realizar as cirurgias recomendadas por sua equipe médica.
Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam centenas de compartilhamentos no X e no Facebook, além de centenas de visualizações no TikTok até a tarde desta sexta-feira (12).
Bolsonaro passa mal na prisão e é levado às pressas ao Hospital DF Star em Brasília

Publicações nas redes mentem ao alegar que Jair Bolsonaro teria passado mal na prisão e sido levado às pressas para o Hospital DF Star, em Brasília, na quinta-feira (11). O ex-presidente continua detido e depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes para sair da unidade prisional e realizar os procedimentos cirúrgicos recomendados por seus médicos.
O perfil responsável pela postagem enganosa chegou a publicar uma correção posteriormente, afirmando que consultou a assessoria do hospital, que negou a entrada de Bolsonaro na data mencionada.
Na terça-feira (9), a defesa de Bolsonaro enviou ao STF um pedido para que o ex-presidente seja liberado a comparecer a um hospital e passar pelas intervenções cirúrgicas indicadas por seus médicos.
Segundo a petição, ele apresenta “quadro de soluço incoercível prolongado e refratário às medidas convencionais”, o que comprometeria repouso, alimentação, sono e respiração. Os advogados sustentam que, diante da persistência do quadro, há indicação de intervenção cirúrgica já que alternativas menos invasivas não teriam surtido efeito.
A equipe de defesa também solicitou que seja concedida prisão domiciliar de caráter humanitário. Eles argumentam que a violação da tornozeleira eletrônica não decorreu de tentativa de fuga, mas de um episódio de confusão mental atribuído a novos medicamentos.
Na quinta-feira (11), Moraes decidiu que Bolsonaro deve passar por uma perícia médica em até 15 dias para verificar se há necessidade dos procedimentos solicitados pela defesa. O ministro lembrou na decisão que, antes da prisão, o ex-presidente já havia sido avaliado e não apresentava indicação de cirurgia emergencial.
O caminho da apuração
Aos Fatos encontrou o perfil que divulgou a informação enganosa e constatou que a própria página já havia entrado em contato com a assessoria do hospital DF Star, em Brasília, e publicado uma retratação.
A reportagem consultou documentos enviados ao STF pela defesa, além de notas e registros oficiais sobre o estado de saúde de Bolsonaro. Além disso, também buscamos informações na imprensa e no site do STF sobre a possível liberação do ex-presidente para realização dos procedimentos cirúrgicos.




