Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

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Aos Fatos encontrou erro em 3/4 das declarações checadas durante a campanha

Por Tai Nalon

29 de outubro de 2016, 16h10

Os candidatos à Prefeitura do Rio, Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL), cometeram erros em 72% das declarações checadas por Aos Fatos durante todos os debates televisivos do primeiro e do segundo turno das eleições deste ano. Primeira plataforma brasileira dedicadamente exclusivamente ao fact-checking, também foi o único site a checar rigorosamente todos os debates em tempo real.

O número acompanha um fenômeno verificado também durante o primeiro turno das eleições paulistanas — ali, 77% das declarações feitas pelos candidatos que participaram de debates televisivos analisadas tinham algum grau de incorreção.


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Os dados foram coletados a partir do banco de checagens do especial "Aos Fatos em tempo real", que agrega todas as análises feitas por esta plataforma durante todos os debates televisivos da campanha municipal.

Clique na imagem acima para ver todas as checagens em tempo real feitas por Aos Fatos.

Durante toda a cobertura, a equipe procurou escrutinar, de modo equânime, todos os candidatos, de acordo com critérios consolidados em nosso método de checagem: relevância, tempo de exposição na campanha e contundência das declarações prestadas. Como resultado, Aos Fatos checou mais de 160 afirmações nas duas principais capitais do país.

Aos Fatos também evita fazer comparações entre os candidatos, já que a campanha é curta e o objetivo do site é avaliar declarações as mais diversas. Além disso, sem checar a totalidade das declarações de todos os candidatos, é equivocado dizer que um ou outro candidato mentiu mais durante a campanha eleitoral.

É possível dizer, porém, que a maior parte dos equívocos verificados ao longo das últimas dez semanas nos debates televisivos receberam o selo IMPRECISO. No Rio, 50% das afirmações equivocadas foram incluídas nessa categoria.

De acordo com o método de Aos Fatos, a classificação é dada àquela declaração que seria correta, não fosse a falta de contexto. Ou que é aproximada, em caso de números, mas não é precisa. Os outros selos possíveis, que atestam graus mais graves de erro, seriam FALSO, EXAGERADO ou INSUSTENTÁVEL.

O diagnóstico é que o fact-checking, que ganha capilaridade no país em meio a um boom mundial, é relevante, por necessidade, mas precisa ser aprimorado. Novos formatos desse tipo de material devem ser estimulados, de modo a entregar ao eleitor maneiras mais efetivas de informá-lo. Em julho, Aos Fatos assumiu o compromisso de desenvolver novos mecanismos para isso e pretende cumpri-lo.

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