Anvisa manda recolher falsos emagrecedores promovidos por rede de desinformação

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização, a distribuição, a produção e a propaganda da lipozepina, um falso emagrecedor que atrai consumidores mediante postagens desinformativas, como mostrou uma série de reportagens do Aos Fatos. A decisão foi tomada em 30 de junho e entrou em vigor na segunda-feira (4), após publicação no Diário Oficial da União. A empresa Guki Nutracêutica, fabricante do produto, deve recolher todos os lotes da lipozepina.

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Também foram proibidas a produção e a comercialização da lipotramina, outro falso emagrecedor fabricado pela empresa, além do recolhimento de todos os lotes. Os dois suplementos não têm reconhecidos seus efeitos emagrecedores e fazem parte de um golpe que promete “amostras grátis”, condicionadas a cobranças recorrentes no cartão de crédito que não são claramente descritas nos sites. O conteúdo ganhou alcance não só por meio de postagens enganosas, mas também de anúncios que violam as políticas de publicidade do Facebook.

A Guki Nutracêutica já estava proibida pela Anvisa de fabricar e comercializar quaisquer produtos desde setembro de 2020, por não seguir boas práticas de fabricação de alimentos. Segundo o órgão, a decisão mais recente se deu pelo não cumprimento da proibição e a continuidade de divulgação irregular dos produtos com indicação ou sugestão de uso para emagrecimento ou aceleração do metabolismo.

Procurada pelo Aos Fatos, a Anvisa disse que vem adotando diversas medidas, e citou as resoluções citadas nesta reportagem. Já a Guki Nutracêutica não retornou o contato. O Ministério Público de São Paulo acionou a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária de Nazaré Paulista (SP), cidade em que duas das três empresas que comercializam o produto estão registradas, para investigar o cargo. Os consumidores lesados podem procurar o Procon local, registrar ocorrência, acionar judicialmente as empresas ou contatar a promotoria de sua localidade.

Rede de desinformação. As postagens enganosas que promovem o produto usam fotos editadas e falas inventadas de celebridades para catapultar a busca pela lipozepina. Estão por trás da rede desinformativas ex-sócios e ex-executivos da corretora de criptoativos Criptohub, que saiu do ar após arrecadar milhões de reais de clientes. Os anúncios pagos fizeram com que o golpe tivesse ao menos 20 milhões de visualizações em onze dias.

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