Não é atual a reportagem do Jornal Nacional que diz que 33 milhões de brasileiros passam fome, como tentam fazer crer posts nas redes. O vídeo que tem sido usado fora de contexto foi veiculado, originalmente, em junho de 2022, no governo Bolsonaro. O último dado disponível aponta que 6,4 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar grave em 2024, segundo o IBGE.
O vídeo descontextualizado acumulava ao menos 2.000 curtidas no Instagram e milhares de visualizações no TikTok até a tarde desta sexta-feira (10).
NÚMERO DE PESSOAS QUE PASSAM FOME NO BRASIL SUBIU PARA 33 MILHÕES. ACABOU PRO LULA.

Uma reportagem exibida pelo Jornal Nacional em junho de 2022 tem sido compartilhada fora de contexto para mentir que o número de pessoas passando fome no Brasil chegou a 33 milhões no atual governo.
Como é possível ver no vídeo original, o número foi retirado do levantamento “Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil”, da Rede Penssan. Segundo a pesquisa, 125,2 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar, sendo que 33 milhões na forma mais grave, que configura fome.
Os dados foram coletados entre novembro de 2021 e abril de 2022, quando o presidente do país era Jair Bolsonaro (PL). Após esta divulgação, a Rede Penssan não fez mais levantamentos do tipo.
O último dado disponível hoje é de 2024 e foi publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em outubro de 2025. Segundo a pesquisa, seriam 6,4 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, o que significa cerca de 3,2% da população.
Conselho. Outro ponto destacado pelo Jornal Nacional é a extinção do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), responsável por acompanhar e monitorar o Plano Nacional de Segurança Alimentar. O conselho foi destituído pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no seu primeiro dia de mandato, em 2019.
O Consea só voltou a ser reestruturado em fevereiro de 2023, já sob a gestão Lula.
Essa peça de desinformação também foi checada pela Reuters.





