YouTube promete punir desinformação eleitoral, mas mantém vídeo de urna que completa voto no PT

Por Ethel Rudnitzki e João Barbosa

8 de abril de 2022, 17h49

O YouTube anunciou em 22 de março que passaria a remover conteúdos com alegações falsas sobre fraudes eleitorais nas eleições de 2018 no Brasil, mas uma das peças de desinformação que mais viralizaram no pleito permanecia no ar até esta sexta-feira (8): um vídeo que faz parecer que urnas completavam sozinhas o voto em Fernando Haddad (PT).

O conteúdo enganoso foi desmentido por Aos Fatos e outras iniciativas de checagem no dia do primeiro turno das eleições daquele ano. Uma análise técnica do TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais) detectou sinais de manipulação no vídeo, que chegou a ser compartilhado na época pelo hoje senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Apesar de amplamente desmentido, o vídeo persiste no YouTube e reúne atualmente 16 mil visualizações, tendo sido veiculado em 19 canais, segundo levantamento do Aos Fatos por meio da ferramenta YouTube Data Tools. A maioria das postagens encontradas é de 2018 — apenas uma é de maio de 2020. Segundo a plataforma, as novas regras também se aplicam a publicações anteriores a elas.

Procurado por Aos Fatos, o YouTube não respondeu até esta publicação.

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