Redes tiram PCO do ar 20 dias após decisão do STF

Por Ethel Rudnitzki

22 de junho de 2022, 18h03

O Twitter e o TikTok suspenderam nesta quarta-feira (22) as páginas do PCO (Partido da Causa Operária), cumprindo decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) dada há 20 dias. A suspensão ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes estipular nesta semana prazo de 24 horas e multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

Na manhã desta quinta (23), o Aos Fatos identificou que a Meta — empresa responsável por Facebook e Instagram — e o Telegram também cumpriram a decisão de Moraes e suspenderam as páginas do partido. Apenas o canal do PCO no YouTube, que pertence ao Google, segue no ar.

No dia 2 de junho, o magistrado incluiu a sigla no inquérito das fake news e determinou o “imediato bloqueio” das páginas do partido nas seis plataformas. No dia seguinte, a Justiça enviou ofícios às empresas de redes sociais informando da decisão. Uma semana depois, o Telegram recorreu da decisão, que foi reforçada via recurso na segunda-feira (20).

Segundo Moraes, a decisão foi motivada em razão de indícios de que o PCO teria usado dinheiro público para a disseminação de ataques e ofensas ao STF e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em diversas postagens, o partido se refere ao ministro como “skinhead de toga” e pede a dissolução da corte. Segundo análise do Aos Fatos, postagens que miram a corte e seus integrantes representam metade do engajamento do PCO no Twitter.

Em resposta ao bloqueio, o partido voltou a atacar o ministro e o tribunal, e novos perfis de apoio à entidade foram criados. “Os simpatizantes do partido já organizaram uma rede de apoio, siga as redes sociais do movimento de apoio ao PCO agora”, diz publicação da sigla no Telegram, feita após a decisão.

ATUALIZAÇÃO: esta reportagem foi atualizada às 12h06 de quinta-feira (23) para incluir a derrubada dos perfis do PCO no Facebook, no Instagram e no Telegram. O título também foi alterado para refletir essas informações.

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