Falha global após 2º turno faz eleitores acusarem Instagram de ‘censura’

Por Ethel Rudnitzki e João Barbosa

31 de outubro de 2022, 15h36

Usuários do Instagram de todo o mundo relataram nesta segunda-feira (31) terem perdido seguidores ou tido suas contas bloqueadas. Em nota, a plataforma reconheceu as falhas e disse que está apurando. No Brasil, a instabilidade foi interpretada como censura por motivação política.

  • O Aos Fatos identificou 62 tuítes, com 6.640 interações, que associam as falhas no Instagram a uma suposta ação política;
  • A maior parte das curtidas e retuítes foi para postagens de apoiadores de Bolsonaro (70%);
  • Outras 1.400 (22%) interações foram em publicações de apoiadores de Lula;
  • O restante foi para postagens sem orientação política clara, mas que acusavam a plataforma de censura.

De um lado, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas neste domingo (30), acusaram a plataforma de censura. Uma das responsáveis por espalhar essa teoria foi Mayra Pinheiro, ex-secretária do Ministério da Saúde que ficou conhecida por defender o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19. “O sistema continua tentando silenciar os Bolsonaristas. Removendo seguidores em massa no Instagram e no Twitter. Não vão nos calar!”, escreveu.

Outras postagens tentaram associar a instabilidade na plataforma com proposta de Lula de regular as mídias sociais — e que, na verdade, não inclui exclusão de conteúdos.

Tweet de bolsonarista acusando Instagram de censura

Do outro lado, eleitores de Lula (PT) justificaram as falhas como parte de uma suposta ação orquestrada por bolsonaristas contra eles. Segundo essa versão, o número de seguidores teria diminuído drasticamente pois apoiadores de Bolsonaro teriam parado de segui-los em massa. Já as suspensões eles explicam como uma resposta da plataforma a supostas denúncias feitas por “bolsonaristas amargurados”, sem evidências.

Tweet de petista que culpa bolsonaristas por conta bloqueada

Sem qualquer relação com a política brasileira, as instabilidades também foram reportadas por usuários de outros países, como Estados Unidos e na Europa.

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