Damares teve 1 milhão de visualizações com vídeo que TSE mandou tirar do ar

Por Ethel Rudnitzki

18 de agosto de 2022, 16h54

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta quinta-feira (18) que plataformas de redes sociais removam, em até 24 horas, vídeos em que a ex-ministra e candidata ao Senado Damares Alves (Republicanos-DF) desinforma sobre uma cartilha de drogas produzida no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diferentes versões do conteúdo foram veiculadas nos perfis de Damares no Instagram, no Twitter, no Facebook e no YouTube, nos quais acumulavam 1,06 milhão de visualizações até a publicação desta reportagem.

Na gravação, a candidata alega que a cartilha ensinava “crianças a usar crack”. Conforme já desmentido pelo Aos Fatos, o material era direcionado a usuários de drogas adultos e o objetivo era reduzir os danos do consumo de psicotrópicos, não incentivar o uso deles.

Além de ter sido publicado nas redes da ex-ministra, o conteúdo também circulou em ao menos 55 grupos no Facebook, segundo dados da ferramenta CrowdTangle.

A decisão, assinada pelo ministro Raul Araújo, acata pedido da coligação liderada pelo PT, que acusou Damares de empregar “uma verdadeira estratégia de desinformação, a fim de macular a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com nítido caráter eleitoral”.

O YouTube informou ao Aos Fatos que foi notificado da decisão no final de quinta-feira (18) e que removeu o vídeo nesta sexta-feira (19). A gravacão também foi excluída do Instagram e Facebook, mas seguia no ar no o Twitter até a tarde de sexta-feira (19). A plataforma não quis se manifestar.


Esta nota foi atualizada às 17h30 do dia 19 de agosto de 2022 para atualizar a informação sobre os vídeos deletados.

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